É impressionante como voltamos no tempo ao sentirmos um perfume, ou quando ouvimos uma musica, sentimos um sabor... Sensações abstratas que nos põe em uma capsula do tempo e nos devolve ao passado. Hoje ao ouvir The Killing Moon, da banda escocesa Echo and The Bunnimen, me senti novamente na década de oitenta, no colégio. Época boa, onde minha maior preocupação era tentar comer aquela gostosinha da minha sala. Hoje, eu tenho medo do filha da puta do correio que só bate aqui em casa pra entregar contas. Eu era feliz e não sabia...
Apenas um rapaz Latino Americano. Sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindo do interior.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Juizes da humanidade
Qual o preço justo? Será que seus filhos vão ter que continuar morrendo, assassinados por inimigos sem rostos por causa dessa sua mania de Big Brother? Não o programa da TV!!! Mas o do clássico 1984, de George Orwell. De onde veio o ataque? América Central? Afeganistão? Iraque? Coréia do Norte? Você não sabe né? Você se mete na briga dos outros, por interesses diversos e esquece de olhar para seu próprio umbigo. Parece aqueles garotos fortões que se acham os donos dos colégios e se impõe na base da porrada...
Até quando América? Até quando seus filhos vão ficar sem poder dormir tranquilos?
Blue
Blue não pode me ver que enlouquece. Sua alegria é contagiante e chega à sufocar. Hoje de manhã, sai para comprar alguns itens que estavam faltando na minha geladeira. Ao retornar, lá estava ele: na espreita. E veio correndo em minha direção com a espontaneidade que somente os aminais possuem. Parecia que não me via à séculos. Bastou eu sair do carro para abrir o portão da minha garagem e fui saudado de forma efusiva. Louco por um carinho. Blue, um simpático vira-latas que mora na casa ao lado, fez a minha manhã melhor. Apenas por existir. E compartilhar comigo sua felicidade, digna dos seres que sabem aproveitar cada momento.
Só de passagem
Porque sera que é tão difícil para nós, seres humanos,entendermos que não somos o centro do universo? Nascemos e morremos... E neste intervalo (um milionésimo de segundos na história do universo) tentamos encontrar sentido em tudo...em nada. Muitos buscam as mentiras confortáveis de um Ser Divino, que nos dará vida eterna após a morte corporal, acreditando em mitos toscos e vivendo em função deles, abrindo mãos de muitos prazeres em troca de um lugar no "céu".
Caralho!!! Já temos tão pouco tempo e ainda jogamos o que nos resta numa lixeira à título de obediência à porra de um livro de lendas escrito por nômades do deserto? Em nome de "deus"? (Me recuso à usar maiúscula). Me nego também à deixar de dar uma boa trepada, à cobiçar a mulher do próximo, à invejar quem passa o dia pescando e fumando um baseado, ou tomar aquela caipirinha de lima da pérsia... Me recuso ainda à abrir mão de comer um churrasco, à não xingar o filha-da puta do juiz que rouba meu Fogão, à emprestar o que é meu... Adoro ficar morgado em uma rede sentindo a brisa da tarde e usar boas roupas e bons perfumes. Ou seja, procuro cometer os sete pecados capitais ao menos uma vez por dia cada, e isso me faz feliz e humano. Não sou melhor e nem pior do que o irmãozinho da igreja que vai ao culto todos os dias e deixa com o seu "pastor" uma parcela de seu suado dinheirinho. Como dizia o velho Lobão: "Eu não posso causar mal nenhum... À não ser à mim mesmo."
Enfim, vou vivendo minha vida, um dia após ao outro, sempre como se fosse meu último dia de vida... Com certeza, um dia eu acerto.
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